Pupunha

A variedade de palmito Pupunha, além de ser muito saborosa, possui algumas vantagens sobre as variedades mais tradicionais como o Açaí e Jussara:


• Manuseio ecologicamente correto por ser uma variedade economicamente cultivável, não sendo necessário o extrativismo predatório;


• As variedades tradicionais oxidam (escurecem) e necessitam ser processadas imediatamente após o corte, o palmito da Pupunha não, permitindo novas possibilidades de comercialização e uso culinário.

Palmito - Contexto Histórico


Nas décadas de 40 e 50 o Estado de São Paulo foi um dos maiores produtores nacionais de palmito Juçara, atingindo praticamente 50% da produção nacional. Atualmente o Estado contribui com cerca de 2% do palmito consumido, evidenciando-se que nos últimos anos o palmito nativo paulista foi praticamente extinto.

Em função da quase extinção do palmito Juçara, originário da Mata Atlântica, passou-se a comercializar o palmito Açaí, proveniente da Floresta Amazônica, deslocando a indústria palmiteira para a Região Norte. Porém, o processo extrativista também reduziu a espécie a níveis alarmantes.

Devido ao extrativismo desenfreado das espécies nativas de palmito Juçara e Açaí, à ação de palmiteiros clandestinos que provocou sérios prejuízos ao equilíbrio das florestas e os riscos de saúde que os consumidores ficaram expostos ao adquirir produtos "industrializados" no interior das matas sem condições mínimas de higiene, foi criada uma legislação visando coibir tais práticas.

Diante desta situação de escassez e rigor, surgiu a necessidade de buscar uma alternativa ambientalmente correta e economicamente viável que atendesse este importante mercado.


Como surgiu a Pupunha no Brasil


A Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento, que aconteceu em 1992 no Rio de Janeiro (Rio-92), contribuiu para que o Brasil começasse a estudar a viabilidade do plantio de Palmito, pois um dos acordos assinados visava que, a partir de 2000, a importação e/ou exportação do palmito a ser consumido deveria ser proveniente de florestas plantadas e não simplesmente extraído da mata nativa.

Em 1993 aconteceu um dos primeiros encontros regionais para discutir a viabilidade econômica de plantio de palmito. Dentre as quais, foi apresentada a espécie Pupunha, cuja origem é a Floresta Amazônica, e a variedade utilizada (sem espinhos) provém da Amazônia Peruana.

Produção de Pupunha no Vale do Ribeira (SP)


Através de pesquisas ficou comprovado que o solo argilo-arenoso, clima quente e chuvas freqüentes, são requisitos ideais para o plantio do palmito Pupunha, e a Região do Vale do Ribeira corresponde a essas condições.

No contexto geográfico, a Região conta com uma localização privilegiada, pois está próxima à Capital de São Paulo, cidade importante para a comercialização e consumo do produto e também a outros dois centros importantes de distribuição e consumo, a cidade de Curitiba e o Porto de Santos (este último, visando a exportação).

Palmito Ecológico


O plantio ecológico de palmito Pupunha garante a qualidade, a origem e assegura a livre comercialização, além de gerar empregos diretos na indústria e no campo, beneficiando os trabalhadores rurais e urbanos e suas famílias.

A cultura da Pupunha é lucrativa e ambientalmente correta. O primeiro corte ocorre entre 18 e 24 meses após o plantio (o Açaí leva 8 anos e o Juçara de 8 a 12 anos) e a Pupunha apresenta brotações de novas plantas, os perfilhos, permitindo a repetição dos cortes nos anos seguintes, em média 15 anos, sem necessidade de replantio da área.

Da aparência ao paladar a Pupunha é hoje um dos principais substitutos naturais ao palmito obtido das espécies Juçara ou Açaí.